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Vacinas para Atletas

De acordo com as orientações da SBIm, são recomendas as seguintes vacinações para os atletas:

 

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola):

Risco indivídual e coletivo: Surtos dessas viroses não são raros em atletas e equipe, podendo comprometer desempenho, treinos e até mesmo impedir participação em competições.

É considerado protegido o indivíduo que tenha recebido duas doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas. Aplicar uma dose para indivíduos que receberam apenas uma dose previamente; aplicar duas doses para os que ainda não receberam nenhuma dose da vacina ou com antecedentes vacinais desconhecidos, respeitando intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

 

Hepatite A, Hepatite B ou Hepatite A e B:

Risco indivídual e coletivo: Atletas que viajam e, principalmente aqueles que praticam esportes aquáticos, estão mais expostos à infecção pelo VHA. Surtos não são raros. Vacina hepatite B é de recomendação universal e atletas também têm comportamento de risco para infecção pelo VHB.

Hepatite A: duas doses no esquema 0-6 meses.

Hepatite B: três doses, no esquema 0-1-6 meses.

Hepatite A e B: três doses, no esquema 0-1-6 meses.

 

HPV

Risco indivídual: Atletas passam longos períodos longe do convívio familiar e não é raro atividade sexual eventual. Está bem documentada na literatura a incidência aumentada de DST’s em atletas.

Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: uma contendo VLPs dos tipos 6, 11, 16 e 18, licenciada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade e meninos e homens de 9 a 26 anos; e outra contendo VLPs dos tipos 16 e 18, licenciada apenas para meninas e mulheres a partir dos 9 anos de idade.

Três doses: 0-1 a 2-6 meses. O PNI adotou esquema de duas doses (0-6 meses) para meninas de 9 a 13 anos.

 

Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto – dTpa ou dTpa-VIP (difteria, tétano e coqueluche) | Dupla adulto – dT (difteria e tétano)

Risco indivídual e coletivo: A prática de esportes e alguns tipos de exercícios físicos podem ser de risco aumentado para ferimentos e acidentes perfurocortantes, condições que aumentam o risco de tétano. A coqueluche é doença frequente em nosso meio e pode comprometer desempenho, treinos e participação em competições, além de ser transmissível a outros atletas e equipe.

  • Atualizar dTpa independente de intervalo prévio com dT ou TT.
  • Com esquema de vacinação básico para tétano completo: reforço com dTpa a cada dez anos.
  • Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma o u duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.
  • Para indivíduos que pretendem viajar aos países nos quais a poliomielite é endêmica: recomenda-se a vacina dTpa combinada à pólio inativada (dTpa-VIP). A dTpa-VIP pode substituir a dTpa.

 

Varicela (catapora)

Risco indivídual e coletivo: Doença infecto-contagiosa possível de causar surtos.

Duas doses com intervalo de um a dois meses para os suscetíveis.

 

Influenza (gripe)

Risco indivídual e coletivo: Todos os atletas devem ser vacinados pelo risco aumentado de infecções respiratórias, além de ser infecção altamente transmissível a outros atletas e equipe.

Dose única anual.

 

Febre amarela

Risco indivídual: Atletas frequentemente viajam para regiões de recomendação da vacina ou para países que fazem exigência do CIVP para entrada de viajantes provenientes de países endêmicos, como é o caso do Brasil.

Uma dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do MS e da OMS). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais. Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.

 

Dengue

Risco indivídual: Considerar para aqueles que residem ou viajam para regiões de risco, sobretudo aos atletas que exercem atividades ao ar livre nessas regiões.

Recomendada para indivíduos de 9 a 45 anos. Três doses com intervalo de 6 meses (0-6-12 meses).

 

Meningocócica conjugada C e ACWY

Risco indivídual e coletivo: A doença meningocócica pode ocorrer em qualquer parte do mundo e a epidemiologia é variável e dinâmica. Fatores de risco como dormitórios coletivos, transportes coletivos, aglomerações são condições pertinentes à atletas que viajam para competições. Além do prejuízo individual por ser doença muito grave, existe o risco de transmissão do meningococo na comunidade de origem no retorno de viagens, pelos viajantes colonizados.

Para adolescentes não vacinados anteriormente com ACWY: duas doses com intervalo de 5 anos.

Para adultos: Uma dose. Para esse grupo, a indicação da vacina dependerá da situação epidemiológica.

 

Meningocócica B

Para adolescentes e adultos: duas doses com intervalo de um mês. Para adultos, a indicação dependerá da situação epidemiológica.

 

Indicações Especiais

 

Febre tifoide

Risco individual e coletivo: Considerar para atletas que viajam para regiões de risco da doença, sobretudo àqueles que não poderão controlar água e alimentos a serem ingeridos. Surtos podem ocorrer.

Dose única. Dose de reforço pode ser considerada 3 anos após, se mantido o risco.

 

Raiva

Risco indivídual: Praticantes de esportes em regiões de risco, especialmente aqueles que exercem atividades em contato com a natureza e ficam mais expostos à agressões por animais.

Esquema pré-exposição: três doses no esquema 0-7-21 a 28 dias.

 

Pneumocócicas

Risco indivídual: Recomendadas para aqueles considerados de risco aumentado para doença pneumocócica, seja pela idade ou pela presença de comorbidades.

Esquema sequencial de VPC13 e VPP23 é recomendado para indivíduos com 60 anos ou mais. Iniciar com VPC13 seguida de VPP23 seis a doze meses após e outra cinco anos após primeira dose de VPP23.

 

Herpes Zóster

Risco indivídual: Maiores de 50 anos. Dose única. Licenciada para pessoas a partir dos 50 anos e altamente recomendada para maiores de 60.

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