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História das Vacinas

COMO NASCEU A VACINA

Até o fim do século 17, a varíola era uma doença que causava a morte de milhares de pessoas. Mas, em 1796, a história começou a mudar. O médico britânico Edward Jenner percebeu que as vacas apresentavam ferimentos iguais aos da varíola no corpo de humanos. Além disso, observou que as moças responsáveis pela ordenha tinham uma versão mais suave da doença, ficando imunizadas ao vírus humano. Então, ao colher o líquido que saía destes ferimentos e passar deliberadamente sobre arranhões que ele havia provocado no braço de seu filho, o menino teve um pouco de febre e pequenas lesões, com uma recuperação rápida.

A fim de confirmar sua descoberta, o médico colheu o líquido dos ferimentos de outro paciente com varíola e, novamente, aplicou em seu filho. Semanas depois, ao entrar em contato com o vírus da varíola, o garoto mostrou-se resistente à doença. Edward Jenner continuou a aplicar esse procedimento em várias pessoas, como forma de prevenir a doença.

Ao entrar em contato com o sistema imune, a vacina provoca uma reação de proteção e gera uma memória, que possibilita ao sistema imunológico ter uma resposta rápida e eficiente de controle infeccioso quando esse mesmo agente entrar no organismo. A eficácia dessa técnica foi denominada vacinação, termo derivado de vaccinus, no latin, “de vaca”.

HISTÓRIA DA VACINA NO BRASIL

Em um pouco mais de um século, a evolução foi grande. Aprendemos a compreender a causa das enfermidades transmissíveis e a como se prevenir contra elas. Montamos uma linha do tempo para você acompanhar. Confira!

1904

Obrigatoriedade da vacinação contra a varíola.

1961

Início da produção nacional da vacina contra varíola e realização das primeiras campanhas com a vacina oral contra a poliomielite;

1977

Para todo o território nacional, definição das vacinas obrigatórias para os menores de 1 ano e aprovação do modelo da carteira de vacinação.

1979

 Certificação pela OMS da erradicação global da varíola.

1984

Introdução da estratégia de multivacinação por meio dos Dias Nacionais de Vacinação contra a Poliomielite em alguns estados.

1986

Criação do personagem símbolo da erradicação da poliomielite, o Zé Gotinha.

2008

Campanha Nacional de Vacinação para eliminação da Rubéola

2010

Campanha de Vacinação contra a Influenza H1N1 Pandêmica – 89 milhões de brasileiros vacinados.

NAVEGUE PELO SITE:

– Veja as vacinas indicadas para cada um dos Grupos Vacinais

– Confira as principais doenças imunopreveníveis

– Conheça os Calendários de Vacinação fornecidos pela SBIm

 

A REVOLTA DA VACINA

Em 1904, no Rio de Janeiro, o então presidente da República, Rodrigues Alves, o prefeito Pereira Passos e o médico Osvaldo Cruz resolveram higienizar a região. Entre várias medidas, uma causou revolta: a população inteira foi obrigada a se vacinar contra a varíola. Para isso, foi criada a Lei da Vacina Obrigatória. A população manifestou-se com pedradas, protestos e incêndios.

Como resultado, o governo reviu a obrigatoriedade e declarou estado de sítio. O saldo final da rebelião foi de 50 mortos e 110 feridos. Além disso, centenas de pessoas foram presas, muitas delas deportadas para o Acre. Só então o processo de vacinação foi reiniciado. E, em pouco tempo, a varíola foi erradicada da capital.

A vacinação foi responsável pela erradicação da varíola e poliomielite (paralisia infantil) no país. E outras doenças seguem pelo mesmo caminho. Desde 1999, a vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae, uma das principais causadoras da meningite, passou a constar no calendário nacional de vacinação. Hoje, esse tipo de bactéria está sob controle em todos os estados.

QUAL É A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO?

As vacinas são substâncias preparadas à base de proteínas, toxinas, partes de bactérias ou vírus, ou mesmo vírus e bactérias inteiros. Atenuados ou mortos, agem diretamente no sistema imunológico, prevenindo o surgimento de determinadas doenças.

Ao se vacinar, o organismo, através do estímulo à produção de anticorpos, estabelece defesas contra agentes infecciosos causadores de doenças. ​

As vacinas permitem que o sistema imunológico de uma pessoa imunizada, exposto a microorganismos, reaja de forma a não desenvolver ou a se tornar resistente a formas graves de infecção, mesmo anos após sua administração, pois o mecanismo de ação das vacinas gera uma espécie de memória defensiva. ​

COMO AGEM AS VACINAS?

As vacinas estimulam o seu organismo a reconhecer o microrganismo causador da doença e a produzir anticorpos (proteção) contra eles. Desse modo, se a pessoa entrar em contato com o microrganismo, seu sistema imunológico (de defesa) o reconhecerá e iniciará a produção de anticorpos, impedindo o aparecimento da doença.

TIPOS DE VACINAS

Quando um agente agressor tem acesso ao nosso corpo, o sistema imunológico utiliza seus recursos de defesa para combatê-lo. A função das vacinas é ensinar o sistema imunológico a reconhecer ameaças e estimular a produção de anticorpos específicos para combatê-los, sem permitir o desenvolvimento da doença.

Para isso, as vacinas são preparadas a partir de componentes do próprio agente agressor ou de um agente que se assemelhe ao causador da doença. Porém, os microorganismos utilizados estão na forma atenuada (enfraquecida) ou inativada (morta). Confira mais detalhes sobre os tipos de vacina existentes.

O microrganismo (bactéria ou vírus vivo), obtido a partir de um indivíduo ou animal infectado, é atenuado por passagens sucessivas em meios de cultura ou culturas celulares, diminuindo o seu poder infeccioso. Exemplos: Vacinas contra caxumba, rubéola, sarampo, febre amarela, varicela, rotavírus, BCG e poliomielite (oral). VACINAS ATENUADAS O microrganismo (bactéria ou vírus vivo), obtido a partir de um indivíduo ou animal infectado, é atenuado por passagens sucessivas em meios de cultura ou culturas celulares, diminuindo o seu poder infeccioso.

Exemplos: Vacinas contra caxumba, rubéola, sarampo, febre amarela, varicela, rotavírus, BCG e poliomielite (oral).

VACINAS INATIVADAS

Os microrganismos são mortos por agentes químicos ou físicos. A grande vantagem das vacinas inativadas é a total ausência de poder infeccioso do agente, mantendo as suas características imunológicas. Ou seja, estas vacinas não provocam a doença, mas têm a capacidade de induzir proteção (estimular produção de anticorpos) contra essa mesma doença.

Estas vacinas têm como desvantagem induzir uma resposta imunitária subóptima, o que por vezes requer a administração de várias doses de reforço.

Exemplos: Vacinas da poliomielite (injetável), hepatite A, hepatite B, influenza, HPV e a DTP (contra difteria, tétano e coqueluche).

VACINAS CONJUGADAS

As vacinas conjugadas são produzidas para combater diferentes tipos de doenças causadas por bactérias chamadas encapsuladas (que possuem capa protetora composta por polissacarídeos, substâncias parecidas com açúcares).

Para que essas vacinas tenham proteção mais duradoura, é preciso que se junte uma proteína a esta capsula protetora.

Exemplo: Vacina pneumocócica 23 (protege contra 23 tipos de pneumonia).

 

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INFORMAÇÕES SOBRE A APLICAÇÃO DE VACINAS

As aplicações podem ser doloridas, principalmente quando o músculo estiver contraido e, além disso, podem aparecer manchas rocheadas no local da aplicação, causadas pelo extravasamento de sangue dos vasos sanguíneos para a pele, mas logo irão desaparecer.

Podem ocorrer, também, tonturas e desmaios em qualquer tipo de aplicação, devido à ansiedade, falta de alimentação ou medo da dor, antes ou após a aplicação. Em toda aplicação, deve-se verificar se nenhum vaso sanguíneo foi atingido acidentalmente.

Se houver refluxo sanguíneo, a agulha será trocada e uma nova aplicação será realizada. Algumas situações como febre, alguma doença, gestação, alergia ou uso de medicamentos podem contraindicar ou adiar a vacinação.

DICAS PARA VACINAR SEU FILHO

Nosso objetivo é apresentar algumas orientações para pais e acompanhantes de pessoas que vão receber a vacinação. Para conseguirmos um bom resultado no atendimento de seu filho, por exemplo, precisamos muito da sua cooperação. Precisamos trabalhar juntos e em harmonia com vocês. As indicações a seguir têm como objetivo criar um ambiente agradável para todos. Vamos lá? ​

Não se inquiete se o seu filho chorar, pois o choro é uma reação normal e, muitas vezes, a única forma de se manisfestar frente a situações desconhecidas e temidas;

Não lhe diga que não deve chorar. Seu filho ainda é uma criança e pode estar assustado por diversos motivos;

Não fique constrangido se a reação do seu filho for muito diferente do que você espera. Talvez ele tenha motivo para isso. Estamos treinados para tentar resolver a situação e realizar a aplicação da vacina da melhor forma possível;

Diga a verdade, ou seja, que ele vai fazer uma vacina. Faça-o compreender que ele vai a uma clínica e que, assim como o médico, o professor ou os pais, os profissionais que irão atendê-lo são pessoas que se preocupam com a sua saúde e o seu bem estar;

Se a criança mostrar interesse em saber mais sobre a vacina, deixe-a expressar sua vontade. Teremos o maior prazer em mostrar e explicar tudo de maneira que a criança possa compreender;

Administre sua ansiedade, evite comentar sobre experiências desagradáveis relacionadas a vacinas e injeções, e não permita que outras pessoas o façam;

Evite também fazer comentários sobre vacinas e injeções como forma de castigo.

Qualquer outra dúvida que você ou seu filho tenham, estamos preparados para ajudar. Entre em contato conosco!, em uma única dose, ou seja, uma única picada, protege a criança de várias doenças.